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terça-feira, 26 de maio de 2015

Conselho do FGTS libera 10 bilhões para o BNDES


O Conselho curador do FGTS aprovou nesta terça-feira, 26, a liberação de R$ 10 bilhões para o BNDES.

Para receber esse dinheiro, o banco estatal terá de emitir papeis que serão transferidos para um Fundo de investimento a ser criado destinado a projetos de infraestrutura.

O Conselho também decidiu que os trabalhadores utilizem até 30% do saldo de suas contas do FGTS para investir no novo fundo.

Hoje, as contar do FGTS são corrigidas pela TR mais 3% ao ano. Espera-se que o novo fundo, que receberá papais da dívida do BNDES com o FI-FGTS, renda TR mais 7% em um cenário de inflação estimada em 8,3% no ano em curso.

Com resumo da Folha OUL

Com apostas mais caras, prêmio da Mega-Sena pode aumentar


Do G1, em São Paulo
Caixa Econômica Federal (CEF) vai sortear nesta quarta-feira (27) o primeiro prêmio da Mega-Sena com o valor das apostas reajustado para R$ 3,50. A tendência é que os prêmios a partir de agora também fiquem maiores – se os brasileiros continuarem apostando do mesmo jeito.

Isso acontece porque o prêmio pago é um percentual do valor arrecadado – portanto, com as apostas mais caras, pode aumentar também o valor da premiação.

“A premiação é proporcional às vendas", explica a Caixa. "Diante disso, o aumento do valor do prêmio dependerá do comportamento dos apostadores diante dos novos preços. Quanto à distribuição aos beneficiários legais, os percentuais continuam os mesmos”.

Segundo a CEF, o prêmio corresponde a 46% da renda bruta, sendo que 35% desse valor é destinado aos acertadores das seis dezenas; 20% para os acertadores de 5 das 6 dezenas sorteadas (quina); 20% para os acertadores de 4 das 6 dezenas sorteadas (quadra); 25% se destinam a integrar a premiação dos acertadores das 6 dezenas sorteadas (sena) nos concursos de final zero ou cinco.

Para o concurso 1.708, que será sorteado nesta quarta-feira, o prêmio está estimado em R$ 6,5 milhões.

Aumento
Está valendo desde domingo (24) o valor reajustado da aposta mínima da Mega-Sena, que passou de R$ 2,50 para R$ 3,50. Também aumentaram os preços das apostas na Lotofácil e Quina, Dupla-sena e nas loterias esportivas Loteca e Lotogol. Uma portaria publicada no dia 29 de abril no "Diário Oficial da União" autorizou a Caixa Econômica Federal a reajustar os preços das apostas das loterias.

Com a alta da aposta mínima, os preços das combinadas passam a ser os seguintes:
7 números – R$ 24,50
8 números – R$ 98
9 números – R$ 294
10 números – R$ 735
11 números – R$ 1.617
12 números – R$ 3.234
13 números – R$ 6.006
14 númreos – R$ 10.510,50
15 números – R$ 17.517,50

No caso da Lotofácil, o preço da aposta subiu para R$ 2 para as vendas a partir de 23 de maio (concurso 1.054).

Para a Quina, o valor da aposta de 5 números foi reajustado para R$ 1,50 para as vendas partir de 24 de maio (concurso 3.486).

No caso da Dupla-sena, o preço da aposta de seis números passou a R$ 2 a partir de 23 de maio.

Para a Loteca, a aposta simples passou a ser de R$ 1 a partir de 18 de maio.
Os preços das apostas da Lotogol passaram a ser de R$ 1 a partir de 18 de maio, para "1 aposta". 

Com as elevações das apostas mínimas, sobem também, proporcionalmente, as apostas múltiplas dessas loterias.

As apostas da Lotomania e da Timemania serão mantidas, respectivamente, em R$ 1,50 e R$ 2.

Pronatec e Ciência sem Fronteiras sofrerão cortes este ano, diz MEC


O Ministério da Educação (MEC) vai cortar vagas dos programas Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e Ciência sem Fronteiras, de acordo com nota divulgada pela pasta. Mas programas de merenda e transporte escolar, além do Dinheiro Direto na Escola (PDDE), destinado a melhorias nos centros de ensino, serão mantidos sem cortes.

O MEC informou que Pronatec, o Ciência sem Fronteiras e "e outros, têm a sua continuidade garantida este ano, com o redimensionamento na oferta buscando otimizar o atendimento dos estados e das vagas, com ofertas que ainda serão definidas, mas que quantitativamente serão em número inferior ao do ano passado".

De acordo com a nota, o número de vagas ofertadas pelo Pronatec será divulgado em breve. O programa foi criado em 2011 para expandir a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica no país. Foi um dos carros-chefes na campanha da presidenta Dilma Rousseff, com o anúncio que pretendia criar mais 12 milhões de vagas.

Um dos programas reduzidos dentro do Pronatec será o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). O Sisutec, que seleciona para o ensino técnico estudantes que concluíram o nível médio com base nas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já teve as inscrições adiadas mais de uma vez. Não haverá edição no primeiro semestre, como geralmente ocorre. No ano passado, o programa ofereceu aproximadamente 580 mil vagas, somadas as duas edições.

O Ciência sem Fronteiras tem editais de graduação e pós-graduação lançados ao longo de todo o ano. O programa implementou 78.173 bolsas, de acordo com o site do programa. No ano passado a presidenta Dilma renovou o Ciência sem Fronteiras e garantiu 100 mil bolsas até 2018 além das 101 mil prometidas até o final de 2014.

Além dos cortes, o MEC garantiu a manutenção integral dos programas PDDE, da merenda e do transporte escolar. Os três, referentes à educação básica, constam na Lei Orçamentária Anual como despesa obrigatória. Para o PDDE estão previstos R$ 2,93 bilhões – no ano passado estavam previstos R$ 2,5 bilhões. Foram destinados R$ 594 milhões para o programa de transportes, mesmo valor previsto no ano passado, e aproximadamente R$ 3,8 bilhões para o da merenda, contra R$ 3,6 bilhões no ano passado.

"Para se adequar aos ajustes, o  MEC vai priorizar atividades como a construção de creches. O ministério também atua no sentido de garantir os recursos de custeio necessários para garantir o funcionamento das universidades e Institutos", diz a nota.

O contingenciamento de recursos do Orçamento Geral da União 2015 foi anunciado na semana passada. Os ministérios das Cidades, da Saúde e da Educação lideraram os cortes. Juntas, as três pastas concentraram 54,9% do contingenciamento (bloqueio) de R$ 69,946 bilhões de verbas da União. Na área de educação, o contingenciamento totalizou R$ 9,423 bilhões.

Agência Brasil/Tribuna do Norte

Inovar é preciso, o jargão é velho, porem realizar ficou para poucos


O já propalado movimento intitulado “Muda Assú”, que tem a pretensão de se tornar um movimento contra a administração do prefeito Ivan Júnior, parece perder força antes mesmo de começar, e, a bem da verdade, nada tem de novo, muito pelo contrário.

É que em 2002, a então secretária de Estado, Fátima Moraes, deflagrou esse slogan na terrinha dos poetas “Muda Assú” e o então prefeito, Ronaldo da Fonseca Soares, e seus colaboradores retrucavam perguntando para onde queriam mudar o Assú, ao tempo em que afirmavam “Assú está muito bem onde está”.

Agora, 13 anos depois, alguém que se julga muito bem articulado resolve ressuscitar um jargão morto e sepultado, sem nenhum apelo político administrativo. O povo espera por ação concreta, que venha, de verdade, melhorar a vida da população.

Essa turma, que faz uma oposição “do quanto pior melhor”, deveria, na verdade, conversar com seus representantes estadual e federal, deputado George Soares e a deputada Zenaide Maia, para que exerçam a plenitude de suas funções, sobretudo, cobrando dos governos mais recursos para melhorar a Saúde, a Segurança e a Educação em nosso município.

Esse é o papel principal de um legislador: fiscalizar o gestor e cobrar ações para seus representados. Afinal é para isso que o povo elege deputados e senadores. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Enem 2015 registra 410 mil candidatos no 1ª dia de inscrições


Do G1, em São Paulo
A edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu 410 mil inscrições no primeiro dia de abertura do sistema. O primeiro balanço parcial do sistema equivale às inscrições feitas entre as 10h, quando o site foi aberto, e as 19h, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação. O prazo para participar termina no dia 5 de junho, e o pagamento da inscrição deve ser feito até o dia 10 de junho.

Por enquanto, o sistema tem registrado uma demanda maior de candidatos na edição de 2015 em comparação com o ano passado.

Em 2014, as inscrições foram abertas uma hora antes, às 9h e, segundo balanço feito pelo MEC às 20h, o número parcial de inscritos era de 393.890.

Os candidatos têm até o dia 5 de junho para fazer sua inscrição no site do exame.

 
Erro para fazer inscrição
Nesta segunda, alguns candidatos relataram dificuldades para confirmar o número do CPF e a data de nascimento no processo de inscrição. Procurado pelo G1, o Inep disse que o problema pode ter sido "pontual", que o sistema está funcionando normalmente, e que a demanda registrada pela área técnica está dentro do previsto, em comparação com o primeiro dia de inscrições da edição do ano passado.

Por volta das 14h, o G1 testou o sistema e encontrou o mesmo erro relatado nas redes sociais: ao inserir o número do CPF e a data de nascimento na primeira tela do processo, o sistema dizia que os dados não haviam sido encontrados na base da Receita Federal, usada pelo sistema do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para fornecer alguns dados pessoais dos participantes, como o nome completo. Uma hora e meia depois, novo teste foi feito, e na segunda tentativa, o sistema reconheceu os dados.
Segundo o Inep, se o erro persistir, é preciso entrar em contato com a central de atendimento do Enem, no 0800-616161. Lá, o candidato vai saber se será preciso buscar alguma retificação junto à Receita Federal.

PASSO A PASSO DA INSCRIÇÃO DO ENEM
Neste ano, as inscrições do Enem abriram nesta segunda (25) e vão até 5 de junho. Há algumas novidades no processo de inscrição, principalmente em relação a medidas de segurança do sistema informatizado.

Veja abaixo todos os detalhes para se inscrever:

O que é preciso
O candidato precisa ter em mãos seu RG, o número do seu CPF e um endereço de e-mail pessoal. Neste ano, o mesmo endereço de e-mail não poderá ser usado em mais de uma inscrição no exame.

É necessário informar também um número válido de telefone fixo ou de celular.

Quanto custa
Ministério da Educação aumentou o valor da taxa de inscrição para R$ 63. O aluno vai gerar um boleto bancário que deverá ser pago até o dia 10 de junho às 21h59 (horário de BrasÍlia).

O boleto bancário é criado na opção Gerar GRU. A página será aberta em uma outra janela, por isso é preciso habilitar a abertura de pop-ups no navegador.

Caso a taxa não seja paga, a inscrição do candidato será cancelada.
Quem pode fazer o exame de graça

Alunos da rede pública que cursam o 3° ano do ensino médio estão automaticamente isentos da taxa de inscrição.

Candidatos que comprovarem baixa renda também podem pedir isenção do pagamento ao final da inscrição. Após preencher o questionário socioeconômico, o estudante deve entrar na opção declarar carência. Nesse caso, é preciso conferir se o pedido foi aceito pelo Inep antes do fim do período de inscrições.

A partir desta edição, os candidatos isentos que não comparecerem nos dois dias de provas perderão o benefício para a próxima edição.

Como pedir atendimento especial
Estudantes com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva,  surdez, deficiência intelectual, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia ou com outra condição especial podem pedir atendimento especializado durante as provas do Enem. É preciso que preencham o campo específico no formulário de inscrição indicando qual o atendimento necessário durante o exame.

Gestantes, lactantes, idosos, alunos em classe hospitalar e sabatistas também têm o direito a atendimento específico desde que informem sua condição no ato da inscrição.

Nome social
Travestis e transexuais podem solicitar o uso do nome social no exame. Para isso, devem fazer sua inscrição normalmente no site até o dia 5 de junho.

No período entre 15 e 26 de junho, devem entrar novamente na página do Enem e solicitar o uso do nome social em formulário disponível on-line. O candidato deve ter documentos comprobatórios de sua condição.

Diploma de ensino médio
O candidato que tiver mais de 18 anos e pretende usar o exame nacional para pedir a certificação de ensino médio deve indicar seu objetivo na inscrição.

Língua estrangeira
No formulário da=e inscrição, o candidato deve selecionar se quer responder a perguntas de inglês ou de espanhol como língua estrangeira.

Local para a prova
O estudante deve escolher em qual cidade pretende fazer as provas do exame nacional, que serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro. O local pode ser alterado até o fim do período de inscrições.

Confirmação de inscrição
Os candidatos que pediram a isenção do pagamento devem conferir na página do Enem se o seu pedido foi aceito até o dia 5 de junho. Caso o pedido seja negado, é preciso criar o boleto de pagamento no site e pagá-lo até o dia 10 de junho.

Cartão de confirmação da inscrição
Neste ano, o cartão de confirmação do candidato será divulgado pelo Inep apenas no site do Enem. Ainda não há data prevista para sua divulgação.

Zika vírus: Secretaria de Saúde confirma 18 casos no RN


Subiu para 18 o número de casos confirmados de zika vírus no Rio Grande do Norte. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), 16 casos foram registrados em Natal e dois em São Gonçalo do Amarante, município da região metropolitana.

Para a confirmação dos casos, além da análise dos prontuários, triagens de casos, entrevistas e identificação de sinais e sintomas, as amostras coletadas nos pacientes nos Hospitais Giselda Trigueiro, Sandra Celeste e Hospital dos Pescadores estão sendo encaminhadas para laboratórios de referência. 

As amostras serão testadas para dengue, sarampo, rubéola, parvovírus, arbovírus, zika, enterovírus e vírus respiratório, no Laboratório Central (Lacen-RN), Instituto Evandro Chagas (IEC) e Fiocruz/RJ, com possibilidade de envio também para outros países.
Rodrigo Sena
Doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue e chykungunya
Doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue e chykungunya
De acordo com Kristiane Fialho, subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, o estudo feito pelo EPISUS/MS ajudará numa definição mais qualificada dos casos suspeitos. “O Ministério da Saúde está aos poucos definindo as diretrizes e nós, como vigilância, estamos buscando as informações para prosseguir com o controle vetorial dos focos do mosquito Aedes Aegypti que é o transmissor da doença”, explicou Kristiane.

O zika é uma doença viral, benigna e que tem cura. Os sintomas são febre baixa (ou ausência de febre) e o maior incômodo é o prurido (coceira), além das manchas vermelhas, inchaço nas extremidades e dor atrás dos olhos, que também podem ficar vermelhos. A transmissão se dá por meio da picada do mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da dengue, e há um período de incubação de cerca de quatro dias. O tratamento é baseado no uso de medicamentos para o alívio da febre e dor.

Não há registros de óbitos causados pela doença. “Mas é importante chamar a atenção para as medidas de prevenção que também são semelhantes às da dengue e da chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais. Dessa forma o controle está centrado na redução da densidade vetorial como, por exemplo, mantendo o domicílio limpo eliminando os possíveis criadouros”.

Agência Brasil/Tribuna do Norte

Assú realiza mais um Mutirão de Limpeza Contra a Dengue


No último sábado, 23 de maio, o Alto São Francisco recebeu o “Mutirão de Limpeza Contra a Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus”. Pessoal, caminhões e máquinas da Secretaria Municipal de Infraestrutura e da Limpeza Urbana (AF Serviços), agentes de endemias e servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com apoio do Grupo de Escoteiros José Nazareno Fernandes, percorreram as ruas do Bairro.

O Mutirão é um reforço no serviço dos agentes de endemias que já atuam na região, fazendo visitas às residências e estabelecimentos comerciais.  Na oportunidade a equipe concluiu os trabalhos de tratamento focal, utilizando larvicida e orientando à população sobre os hábitos do vetor e sintomas das doenças.

De acordo com os técnicos da SMS, aproximadamente 80% dos focos se encontram dentro dos imóveis. Vasos de plantas, caixas d´água destampadas, garrafas pet, pneus inservíveis, piscinas sem manutenção, embalagens e vidros abertos, calhas e outros objetos abandonados são os locais preferidos para a postura dos ovos e desenvolvimento das larvas.

A ação, que esta sendo realizada na zona urbana e nas comunidades rurais, além de eliminar possíveis focos do mosquito, também tem como objetivo, fortalecer a limpeza e remover materiais depositados nos quintais que atraíam insetos, répteis, animais peçonhentos e espécies que possam trazer risco a saúde.

A Diretora de Endemias da SMS, Talita Bertoldo, informou que o trabalho de combate ao mosquito foi intensificado, porém, para o sucesso das ações é fundamental a colaboração da população: “É preciso cada um cuidar do seu espaço, para que Assú possa prevenir qualquer evolução nos casos de dengue no município”. Salientou a diretora.

SEACOM - PMA

domingo, 24 de maio de 2015

Primeiro discurso de oposição do Estado


A grande figura da Velha República, foi o governador Alberto Maranhão, que governou o Rio Grande do Norte por duas vezes. A primeira vez conduziu os destinos políticos do Rio Grande do Norte de 1900 a 1904. E na segunda vez, de 1908 a 19014. Câmara Cascudo destaca um período conturbado na política potiguar, em que o político nascido em Macaíba se destaca em meio às querelas parlamentares. “Em 1912 terminava a legislatura, mas houve convocação extraordinária e os mesmos deputados reuniram-se de 15 a 29 de março de 1913. Era a luta na sucessão de Alberto Maranhão que se abriria, temporal e violenta. No congresso há apenas um discurso de Manuel Agostinho Rodrigues Baracho, deputado por Santana do Matos, na última sessão, sessão de encerramento. Joaquim José Correia respondeu, imediata e com felicidade. É a repercussão única da ventania que soprava por todo Estado”.Arquivo
O Grande Hotel na Ribeira foi palco de intenso tiroteio
O Grande Hotel na Ribeira foi palco de intenso tiroteio
Foi nesse episódio, em que surgiu a figura do capitão José da Penha Alves de Souza. Fazendo oposição ao Governador, quis impor um nome desconhecido dos políticos locais, o tenente Keonidas Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca, presidente da República. O candidato do governador era Ferreira Chaves. Cascudo narra assim a campanha política dessa época: “Foi uma candidatura vitoriosa. Mesmo assim Ferreira Chaves veio ao Rio Grande do Norte e percorreu, a cavalo, os municípios-chaves, falando, seduzindo a todos com seu encanto pessoal irresistível. José da Penha, sem auxílios maiores, abandonado pelos amigos do Rio de Janeiro, perdendo a oportunidade de ter-se apresentado candidato e possuir, incontestavelmente, outra projeção se o fizera, lutou até o fim, com a palavra, discursando, atacando, criticando o governo”.

Esse desentendimento político terminou com um tiroteio no bairro da Ribeira, com o capitão José da Penha entrincheirado no Grande Hotel, o prédio em frente onde hoje fica a praça que leva seu nome. Foi preso, solto no dia seguinte com seus correligionários e declarou abstenção, deixando a vitória nas mãos de Ferreira Chaves. 

Este é o episódio que dá margem para a participação efetiva da Assembleia Legislativa no cerne da questão. O deputado Manuel Agostinho Rodrigues Baracho, constituindo uma exceção à regra geral, proferiu um discurso contra o Governo. Este foi o primeiro discurso típico de rompimento na história da casa. “Nunca os deputados provinciais ou estaduais tinham ouvido linguagem justificativa dessa atitude. No Império os oposicionistas vinham para a Assembléia com posição marcada. No Congresso a oposição dos amigos do senador José Bernardo não expunha rompimento mas crítica. O primeiro discurso no gênero foi esse, já distante e enevoado, a 29 de março de 1913”, diz Cascudo.

Um discurso que entrou para a história do parlamento

Na ordem do dia, entretanto em 3ª. Discussão o projeto nº I e posto a votos foi aprovado contra o voto do Sr. Manuel Agostinho pedindo e obtendo a palavra, procedeu  leitura da seguinte declaração do voto: - Voto contra o projeto nº I que se discute como já votei na discussão precedente: - 1º porque não me inspira mais confiança o Governo que se pretende fixar ainda nesta terra, fraudando a soberania do povo; 2º porque esse mesmo povo se acha divorciado agora dele politicamente, em todos os municípios; 3º porque milhares de cidadãos inclusive muitos comerciantes, proprietários e industriais de Mossoró, Natal, Macau, Açu, Goianinha, etc, já  protestaram contra as despesas equívocas com que o Governo vai aumentando a dívida do Estado e lhe preparando futuros déficits; 4º porque os próprios amigos deste mesmo Governo já se gabam dos recursos com que vão ser contemplados para fazer as eleições de Setembro; 5º porque as migalhas que sobejam deste esbanjamento empregar-se-iam em armamentos para intimidar os eleitores mais tíbios da oposição, como já se fez - e eu juro - no município de Santana do Matos de que sou aqui o legítimo representante; 6º porque, finalmente,não há sinais méis insignificantes de alteração da paz e da ordem, que justifiquem a declarar a mobilização de suposta unidade de guerra, como tal o Batalhão Silva Jardim ao qual se  referiu em sua mensagem o exmo. sr. Governador do Estado, dr. Alberto Maranhão. - Sala das sessões do Congresso do Rio Grande do Norte, 29 de março de 1913. Manuel Agostinho Rodrigues Baracho.

Tribuna do Norte

País fecha 97,8 mil vagas em abril, pior resultado já registrado no mês


Brasília (AE) - Contrariando as expectativas do mercado e do próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram fechadas 97,8 mil vagas de emprego no País em abril. O número do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentado na sexta-feira, 22, em Florianópolis, é o pior para o mês de abril de toda a série histórica, iniciada em 1992

Abril é tradicionalmente um mês com saldo positivo de empregos. A última vez em que haviam sido registrados cortes de vagas no período foi exatamente em 1992, com saldo negativo de 63 mil empregos. Em abril do ano passado, foram criados 105 mil postos de trabalho.
Emanuel Amaral
No RN, foram fechadas 1.345 vagas. Boa parte foi na construção
No RN, foram fechadas 1.345 vagas. Boa parte foi na construção
O resultado do mês passado ficou muito abaixo das expectativas do mercado, coletadas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. O levantamento apontava para um número que iria de 5 mil negativo a positivo de 95 mil. O número também pegou de surpresa o Ministério do Trabalho. Após a divulgação, o ministro Manoel Dias afirmou que o resultado foi pior que o esperado.

Dias deu como explicação para o número ruim o fato de o Brasil viver um momento de ajuste, e culpou o embate político que vive o País por parte do resultado. "O discurso político afeta a economia e faz com que se tenha retração no consumo e no investimento", disse. Segundo ele, outro motivo é o efeito da operação Lava Jato, que suspendeu empreendimentos no País.

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o resultado veio em linha com o objetivo implícito do governo de reduzir o nível de salários no País. "É claro que o governo não vai admitir isso, mas, ao reduzir o mercado de trabalho, ele consegue mexer nos salários. Essa é a forma de se ajudar no processo de arrefecimento da inflação para levá-la ao centro da meta em 2016", disse. O resultado negativo de abril, na avaliação do sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, deve se repetir ao longo do ano.

Tribuna do Norte

“Os reflexos da crise são visíveis, mas vamos reagir”


O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte  e do Conselho Nacional de Micro e Pequena Empresa da Confederação Nacional da Indústria (Compem/CNI), Amaro Sales, se considera um “otimista por convicção e natureza”. Em meio a um momento de retração da economia e efeitos colaterais afetando diversas atividades, porém, ele estima dificuldades no horizonte, mas projeta também capacidade de reação e que há possibilidade de melhorias do cenário mais cedo do que se espera. Nesta entrevista, Sales analisa o momento, fala sobre o programa Mais RN, que mapeia oportunidades para o estado, e explica o que o setor tem a comemorar no Dia da Indústria, celebrado amanhã, dia 25.Emanuel Amaral
Amaro Sales enxerga dificuldades na economia ainda em 2016, mas aponta a chance de reversão de cenário mais cedo do que se esperaAmaro Sales enxerga dificuldades na economia ainda em 2016, mas aponta a chance de reversão de cenário mais cedo do que se espera

Como o senhor analisa o atual cenário para o setor industrial no RN diante da crise que começa a afetar vários setores econômicos do País?
Muito preocupante! Um indicador preocupante é o desemprego. No primeiro trimestre a indústria foi obrigada a dispensar 3.769 pessoas. Aliás, como já foi noticiado, o Rio Grande do Norte apresentou a pior performance nacional no que se refere a taxa de desemprego em atividades formais e informais no primeiro trimestre do ano. De acordo com a PNAD Contínua, do IBGE, a taxa de desocupação potiguar (em atividades formais e informais) das pessoas de 14 anos ou mais de idade no período janeiro-março correspondeu a 11,5% (ante 7,9% nacional e 9,6% do Nordeste). Um outro indicador que acompanhamos é o consumo de energia pelas indústrias. No primeiro trimestre de 2015 houve um recuo, em relação ao mesmo período de 2014, de -2,3%. São visíveis, portanto, os reflexos da crise nacional no Rio Grande do Norte, acrescidas das graves consequências do quarto ano de uma severa estiagem. O estoque de notícias ruins está muito alto no atual momento. Mas, os empreendedores – que são verdadeiros heróis da resistência – não se entregaram. Vamos reagir! A sociedade precisa nos apoiar; os órgãos de fiscalização, controle e regulação precisam entender o momento atual; a luta, diante da crise, é de todos nós!

Quais as cadeias produtivas estão sendo mais afetadas? Há algum setor que consegue se manter sem sequelas dessa crise?
Todas estão afetados. O aumento da energia, dos combustíveis e a elevação dos custos de produção são fatores que alcançam todos os empreendedores. Mas, em especial, estamos percebendo cenários mais graves com crises setoriais, ou seja, uma crise dentro da crise, para a construção civil, sobretudo os que planejaram seus negócios a partir da palavra do Governo Federal em torno do Programa Minha Casa, Minha Vida e, ainda, o agronegócio e a mineração, pela seca perversa; os prestadores de serviços da PETROBRAS e o setor têxtil que, pelo chamado custo Brasil, estão, cada vez mais, perdendo competitividade na disputa de mercado com empresas do exterior. Existe uma exceção. A indústria do vestuário, às que são fornecedoras de serviços para o Grupo Riachuelo e para outras marcas nacionais, estão sofrendo menos com o atual momento. A boa notícia em relação ao resultado da Rede Riachuelo no primeiro trimestre de 2015 foi animadora. E o Grupo Riachuelo, neste cenário de seca e crise, continua prestigiando – com compra de serviços - a pequena indústria do interior potiguar. São diversos municípios do Rio Grande do Norte que hoje já são impactados positivamente pela atuação das indústrias do vestuário, modalidade facção. Precisamos avançar neste caminho. É uma atividade formal, com intensa ocupação de pessoal, que traz dividendos sociais e econômicos significativos para o Estado do Rio Grande do Norte. É um caminho que deve ser apoiado por todos para atravessarmos este grave momento – de seca e crise – no Rio Grande do Norte.

O senhor acha que esse período difícil vai se estender por um longo tempo?
Sou otimista por convicção e natureza! Mas, mesmo com otimismo, acredito que 2016 já está contagiado com os efeitos da crise de 2015. Aliás, creio que somente em 2017, realmente, vamos ter notícias melhores. Mas, se o Governo Federal aprovar os ajustes e fizer o dever de casa ampliando os cortes e gerando possibilidades de investimentos públicos e privados, a luz no final do túnel pode surgir mais cedo. Não sei se a Presidente Dilma vai nos ouvir, mas, se ouvir os empreendedores, cortaria cargos, centros de despesas ineficientes, faria um grande ajuste com os demais Poderes em relação a Orçamentos e, sobretudo, anunciaria uma agenda efetivamente positiva com novos investimentos públicos e estímulos à iniciativa privada. O Brasil precisa acreditar e apoiar seus empreendedores. Não há outra saída! Quem suporta o aparelho estatal é a produção de bens e serviços com o consequente consumo que gera impostos e taxas. Se o empreendedor não for apoiado, o aparelho estatal – como já se sente – em pouco tempo estará totalmente sucateado e sem resolutividade.

Em que o poder público pode ajudar o setor? Essa ajuda está chegando?
Não atrapalhando, já ajudará! Precisamos criar um ambiente destravado e de estímulos ao empreendedor. O que se percebe, em síntese, é uma legislação que burocratiza as relações de mercado e pune o empreendedor. Qualquer transgressão, muitas vezes involuntária, motiva multas elevadíssimas. O empreendedor muitas vezes é levado à página policial simplesmente porque foi iniciada uma investigação sobre um ou outro aspecto de sua vida empresarial. Ao que parece as metas de alguns órgãos públicos são avaliadas pelo número de multas e autuações. Porque não invertemos a lógica, ou seja, quantas empresas foram orientadas, ajudadas, fortalecidas pela atuação dos órgãos públicos? Ademais, quantas sentenças judiciais e quantas investigações no Ministério Público reconhecem as dificuldades – de crise e seca – com as quais estamos hoje lidando? E o Poder Legislativo, em todos os níveis, porque não direciona o seu esforço no sentido de retirar amarras, estimular o ambiente de negócios, corrigir distorções que travam o investimento privado? O empreendedor, cujo desabafo transmito, deseja ser respeitado, ouvido e estimulado a gerar desenvolvimento em um País que, de fato, valorize a iniciativa privada, aplauda o lucro legal e que não puna quem gere emprego, respeite o meio ambiente e faça a renda circular a favor do desenvolvimento econômico e social.

O 'Mais RN' é um projeto que aponta as potencialidades e oportunidades para investimentos no Estado... O que mais impede essas potencialidades se transformarem em produção?
O Mais RN aponta caminho, sugere metas, projetos e indicadores de monitoramento. O Rio Grande do Norte é um Estado pequeno, contudo, com uma matriz econômica diversificada e várias possibilidades de grandes investimentos. Já conversamos sobre a conjuntura geral de travamento e a ausência de estímulo o que, de fato, são temas nacionais, mas, por justiça, devo registrar o esforço e a postura de diálogo do Governador Robinson Faria em relação aos projetos que estamos discutindo no âmbito do Mais RN e acredito que, com a conclusão da próxima etapa, contando com o apoio também dos demais Poderes, faremos novas investidas, com um roteiro bem definido em mãos, para que os investimentos nas potencialidades do Rio Grande do Norte ocorram em menor prazo e com maior perenidade.

Como o senhor classifica o empresário da indústria no RN? São empreendedores?
Não apenas empreendedores, são heróis e, como digo reiteradamente, heróis da resistência. Alguns não entendem, mas o empreendedor começa todos os dias com obrigações gigantescas em relação ao pagamento da folha, encargos de seus colaboradores; impostos e taxas; relações negociais, etc. São muitas famílias que dependem do esforço, da articulação e da estratégia do empreendedor. No final do mês, a folha de pessoal precisa ser paga e ninguém vem lhe perguntar o que está faltando. São heróis que enfrentam crises, incompreensões, fenômenos climáticos, juros altos, turbulências de mercado. São heróis que resistem e mantem suas portas abertas, transformando empresas em células vivas da economia e do desenvolvimento. 

O que o setor tem a comemorar no Dia da Indústria deste ano?
Mesmo em um cenário tão difícil há sempre o que celebrar. O diálogo com o Governo do Estado, por exemplo, tem nos dado muitas esperanças. Algumas iniciativas de inovação, pesquisa, uso das energias renováveis na produção industrial são fatos relevantes que também nos animam. Ademais, quem conhece e acompanha a vida de empresários industriais experientes como Francisco Souto, Thiago Gadelha, Antonio Tavares, Assis Medeiros, Marinho Herculano, Nevaldo Rocha, Antonio Leite Jales, Pedro Alcântara, Flávio Azevedo, Fernando Bezerra e tantos outros que, mesmo alcançando o sucesso e a maturidade, trabalham diariamente em seus empreendimentos, sabe que o desafio é diário e a missão de superação, em favor do melhor produto e da aceitação no mercado, é uma grande satisfação pessoal.

Tribuna do Norte